As 16 equipas apuradas para os oitavos de final da Liga dos Campeões 2013/2014

Inicio de um jogo da Liga dos Campeões

Entre os dezasseis apurados para os oitavos de final da Champions League desta época encontramos uma distribuição algo peculiar por nacionalidades: três nações europeias (Inglaterra, Alemanha e Espanha) estão em larga maioria. No total, estão quatro equipas inglesas, quatro alemãs e três espanholas. O resto da Europa está representado por uma equipa de cada uma das seguintes nações: Turquia, Itália, Rússia, França e Grécia.

Mas vejamos cada uma delas em particular, bem como os principais “trunfos” apresentados.

1. Manchester United

É um dos clubes com maior historial na Europa. No grupo A classificou-se em primeiro lugar sem derrotas, à frente do Bayer Leverkusen. Perdeu o mítico treinador, Sir Alex Ferguson, mas conta com jogadores de classe excecional como Wayne Rooney, Robin Van Persie ou Chicharito Hernández.

2. Chelsea

O seu maior trunfo talvez seja o treinador José Mourinho. No entanto, embora se tenha classificado em primeiro lugar no seu grupo, o Chelsea não tem apresentado a qualidade de jogo que se esperava. Mesmo assim, não deixa de ser um dos favoritos pelas casas de apostas à vitória final, até porque conta com atletas de nomeada como Ramires, J. M. Mata, Fernando Torres, E. Hazard, F. Lampard, entre outros.

3. Arsenal

Atual primeiro classificado na Liga Inglesa, a equipa treinada pelo experiente Arsène Wenger alia uma juventude extensiva à maioria do plantel à inclusão de jogadores muito experientes e de reconhecida categoria. Pode-se realçar P. Mertesacker, M. Ozil, L. Podolski e M. Flamini.

4. Manchester City

Embora conhecida pela imprevisibilidade dos resultados que consegue, esta equipa de M. Pellegrini já habituou os seus adeptos a almejar grandes títulos pelo que pode ser considerada, também, candidata à vitória da Champions League. Os seus principais trunfos são jogadores de categoria mundial como J. Navas, E. Dzeko e Kun Aguero.

5. Bayern de Munique

É talvez, neste momento, o colosso maior do futebol europeu e mundial, sendo o detentor do troféu. Em grande destaque, um treinador que, depois do tremendo sucesso no Barcelona, se afirma como o mais bem-sucedido dos técnicos europeus do presente: Pepe Guardiola. Nesta época, para além de continuar a dominar a Bundesliga, o Bayern venceu o seu grupo nesta edição da Champions League. O seu maior argumento pode ser, portanto, o treinador mas dispõe ainda de nomes enormes do futebol mundial, como F. Ribéry, A. Robben ou T. Muller, entre muitos outros.

6. Bayer Leverkusen

Este clube tem conseguido superar o vice-campeão europeu, Borussia de Dortmund. Não tem as mesmas estrelas que os seus congéneres alemães, mas dispõe de uma equipa coesa, disciplinada e ambiciosa. A coesão é o seu maior trunfo, mas também tem jogadores muito talentosos como S. Kiessling, que claramente se destaca.

7. Borussia de Dortmund

Esteve presente na final do ano transato e, só por isso, é um candidato incontornável à conquista do troféu. Neste momento, não está no seu melhor período mas continua a dispor de armas importantes: um treinador polémico, mas muito interventivo e motivador nos momentos decisivos: J.Klopp. Na equipa destaca-se o goleador polaco R. Lewandowski. Um outro trunfo notável é o seu estádio (Westfalenstadion) e o ambiente infernal que propicia.

8. Schalke 04

Talvez seja o “parente pobre” entre os colossos germânicos. Não é candidato credível para conquistar o troféu mas faz da humildade e da ausência de ambições as suas principais armas. Pode constituir surpresa nesta fase final. Os jogadores em destaque são poucos mas podemos apontar como estrela da equipa o holandês K. Huntelaar.

9. Real Madrid

Não é necessário sequer repetir o óbvio: a grande arma do Real Madrid é Cristiano Ronaldo. Eterno candidato a melhor do mundo, há um aspeto do seu jogo que nem sempre é assinalado pela crítica: para além dos muitos golos que marca é ainda o jogador com mais assistências para golo. Para além disso, o colosso espanhol dispõe de outros jogadores de categoria mundial como Pepe, X. Alonso e G. Bale.

10. Atlético de Madrid

É a revelação dos últimos anos do campeonato espanhol. Dispõe de um público fiel e muito participativo no apoio à equipa. Tem conseguido superar adversários poderosos como Barcelona e Real Madrid. Perdeu a sua maior estrela, Falcão, mas Diego Lopes tem sido o protagonista de uma magnífica carreira dos “Colchoneros”.

11. Barcelona

Com Messi em menor destaque nesta época, emerge uma nova estrela: o brasileiro Neymar. Em todo o caso, o Barcelona continua a ser uma das equipas mais coesas e disciplinadas da Europa. A sua principal arma é um estilo de jogo que dá privilégio à posse de bola e segurança no passe. É um dos maiores candidatos à vitória final.

12. Galatasaray

Esta equipa turca investiu bastante nesta época e pode ser uma das maiores surpresas da Champions. Destaque para o seu público fiel e dedicado mas também para estrelas como D. Drogba, B. Yilmaz e R. Sneijder.

13. Zenit

Capaz do melhor e do pior, esta equipa russa tem-se revelado muito instável. Tem feito investimentos consideráveis e não poderá aspirar a mais do que ser uma boa surpresa nesta Champions League. O inverno russo pode ser um trunfo nos seus jogos em casa, mas em termos de plantel dispõe de bons valores como A. Arshavin, Hulk, A. Kerzhakov e K. Zyryanov.

14. AC Milan

Tem sido uma das maiores deceções do futebol italiano, mas neste ano procura a redenção, com uma equipa recheada de bons valores como o sempre surpreendente Balotelli ou os categorizados El-Shaarawi ou S. Muntari.

15. Paris Saint-Germain

Trata-se de uma equipa que promete ser uma séria candidata ao título graças ao enorme investimento realizado na constituição do plantel: Cavani, Lavezzi, e, principalmente, a estrela sueca Ibrahimovic são nomes que aterrorizam qualquer defesa.

16. Olympiacos

Esta equipa grega talvez seja o maior “outsider” do lote das 16. Apurou-se graças a um mau desempenho do Benfica, embora com o mérito de demonstrar um futebol baseado na capacidade de luta, na humildade e numa ambição destemida. Sem grandes estrelas individuais (a não ser, talvez, o goleador Mitroglou) tem também uma massa associativa que proporciona forte apoio à equipa.

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